Castração química para homens

Castração química: medida no combate à violência sexual, relações de poder e políticas públicas científicas para evitar feminicídio.

Castração química para homens.

 

Entre o desejo de punição e a necessidade de compreender o fenômeno. 

 

A castração química   para homens é um desses temas que voltam ao debate público sempre que um crime de grande repercussão acontece.

Basta que um estupro, um abuso sexual infantil ou um feminicídio ocupem as manchetes para que surjam vozes defendendo sua adoção como solução definitiva para a violência sexual. O argumento parece simples e intuitivo: se a maioria dos autores desses crimes são homens, e se o desejo sexual masculino depende da testosterona, bastaria reduzir esse hormônio para reduzir também os crimes.

Trata-se de um raciocínio sedutor; contudo, mostra-se profundamente simplificador.

A história das políticas públicas mostra que respostas simples costumam ser propostas para problemas extremamente complexos. Eles confortam emocionalmente a sociedade, produzem sensação imediata de justiça e oferecem uma resposta rápida diante da indignação coletiva. Entretanto, nem sempre são as respostas mais eficazes.

A violência sexual talvez seja um dos melhores exemplos dessa armadilha.

O problema não está em discutir a castração química. O problema é imaginar que ela, sozinha, seja capaz de enfrentar uma influência cuja origem envolve fatores biológicos, psicológicos, psiquiátricos, culturais, sociais e históricos.

A ciência contemporânea não sustenta essa hipótese; Pelo contrário, evidências acumuladas nas últimas décadas indicam que a violência sexual dificilmente pode ser explicada apenas pelo desejo sexual. Em muitos casos, ela está muito mais relacionada ao exercício de poder, ao controle sobre o outro, às desigualdades de gênero, às distorções cognitivas e aos processos de socialização masculina do que propriamente à libido (Marshall & Barbaree, 1990; WHO, 2002; Connell, 2005).

Isso muda completamente a forma como devemos compreender o problema. 

O corpo tornou-se o alvo

 

Existe um aspecto simbólico curioso nesse debate.
Ao longo da história, o pênis deixou de ser compreendido apenas como um órgão sexual e passou a representar potência, autoridade, virilidade e poder.

Na linguagem cotidiana, diversas expressões reforçam essa associação.

“Perdeu a masculinidade.” – “Virou homem.” – “Mostrou quem manda.”

Não é difícil perceber que, culturalmente, o órgão sexual masculino foi transformado em um símbolo de poder social.
Talvez por isso a castração desperte tanto interesse popular.
Ela parece atingir justamente aquilo que imaginamos ser a origem da violência masculina.

Mas será que realmente é?

Essa pergunta precisa ser respondida pela ciência, e não pelo senso comum.
O comportamento humano não nasce em um órgão.

Nasce no cérebro.

São estruturas relacionadas ao controle inibitório, à empatia, ao processamento emocional, ao julgamento moral e à tomada de decisões que regulam nossas ações (Blair, 2008).

A testosterona influencia diversos aspectos do comportamento, principalmente a libido.
Entretanto, a influência não significa determinação.

Se níveis elevados de testosterona fossem suficientes para explicar a violência sexual, praticamente todos os homens jovens seriam potenciais estupradores.
Felizmente, não são.

Da mesma forma, homens idosos, com níveis hormonais bastante reduzidos, continuariam incapazes de cometer violência sexual.
Sabemos que isso também não corresponde à realidade.

A testosterona participa da equação.
Ela não explica a questão inteira.

O que realmente é a castração química?

 

Apesar do nome provocar forte impacto emocional, a castração química não consiste em retirar qualquer órgão do corpo.

Trata-se de um tratamento medicamentoso.
Os medicamentos mais utilizados são antiandrogênicos, como o acetato de medroxiprogesterona e o acetato de ciproterona, além dos agonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Essas substâncias reduzem significativamente a produção de testosterona e, consequentemente, diminuem o desejo sexual (Thibaut et al., 2010).

Diferentemente da castração cirúrgica, seus efeitos costumam ser reversíveis após a suspensão do tratamento.

Em diversos países, esta intervenção é utilizada apenas em situações específicas, normalmente envolvendo pessoas com transtornos parafílicos e sempre acompanhadas de psicoterapia e tratamento psiquiátrico.
Esse detalhe costuma desaparecer do debate público.

Não existe consenso científico defendendo que a castração química, isoladamente, seja suficiente para prevenir novos crimes.

Ao contrário.
As diretrizes da Federação Mundial das Sociedades de Psiquiatria Biológica (WFSBP) afirmam que a redução hormonal deve integrar um plano terapêutico muito mais amplo, incluindo avaliação psiquiátrica, acompanhamento psicológico e estratégias estruturadas de prevenção da reincidência (Thibaut et al., 2010).

Ou seja, mesmo entre especialistas que defendem a sua utilização, ela nunca aparece como solução única.

O erro de confundir desejo sexual com violência

 

Grande parte do apoio popular à castração química nasce de uma ideia aparentemente lógica: se houve violência sexual, então a motivação foi sexual.
Entretanto, criminólogos e psiquiatras vêm demonstrando há décadas que essa associação é apenas parcialmente verdadeira.

Diversas violências sexuais não atuam prioritariamente movidos pelo desejo sexual.

Eles buscam exercer poder.

Humilhar – Dominar – Submeter – Punir – Controlar.

Marshall e Barbaree (1990), em uma das teorias mais influentes sobre criminosos sexuais, argumentam que muitos crimes sexuais resultam da combinação entre déficits emocionais, crenças distorcidas sobre mulheres, dificuldades de estabelecer vínculos afetivos saudáveis e necessidade de exercer controle sobre outras pessoas.

O sexo, nesses casos, transforma-se em instrumento.
Não em finalidade

Essa compreensão ajuda a explicar porque os estupros são usados como arma de guerra, mecanismo de tortura, estratégia de dominação política e forma de violência doméstica.

O objetivo principal não é obter prazer.
É produzir submissão.

Quando compreendemos isso, percebemos que reduzir hormônios dificilmente será suficiente para eliminar aquilo que realmente motiva parte significativa desses comportamentos.

 

Os números brasileiros ajudam a compreender o problema

 

Os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 reforçam essa interpretação.
O Brasil registrou 84.388 vítimas de estupro e estupro de vulnerabilidade , mantendo uma taxa de 39,5 vítimas para cada 100 mil habitantes .
Embora tenha ocorrido uma redução de 5,4% em comparação ao ano anterior, o número permanece alarmante.

Mas talvez o dado mais importante seja outro.

Setenta e sete por cento das vítimas foram vítimas.

87,8% eram do sexo feminino.

60,3% tinham até 13 anos de idade.

E 27,1% possuíam entre zero e nove anos .

Esses números desmontam uma narrativa bastante difundida.
Grande parte das vítimas sequer possui desenvolvimento sexual compatível com aquilo que normalmente se entende por desejo sexual entre adultos.

Mais revelador ainda é observar quem são os autores.
Entre crianças de até 13 anos, 59,2% das violências foram praticadas por familiares , enquanto 36,9% foram cometidas por pessoas conhecidas da família .

Ou seja, aproximadamente 96% dos casos ocorrem dentro do círculo de confiança da vítima.

O agressor não deve procurar uma vítima.
Ele já ocupava posição privilegiada dentro da relação.

Possuía acesso – Confiança – Autoridade – Poder.

Esses elementos aparecem repetidamente na literatura internacional como fatores centrais para compreender a violência sexual contra crianças (Seto, 2019).

Mais uma vez, o componente central parece ser o controle.
Não apenas a libido.

Quando o problema se chama poder

 

Essa constatação aproxima a criminologia dos estudos de gênero.

A socióloga australiana Raewyn Connell (2005) propõe que determinadas formas de masculinidade, chamadas por ela de masculinidade hegemônica , são construídas em torno da autoridade, da competição, da invulnerabilidade e do domínio sobre os demais.

Não significa afirmar que todo homem se torna violento.
É importante considerar que certos modelos culturais de ser humano valorizam atributos justamente relacionados ao controle.

Pierre Bourdieu (1998), em A Dominação Masculina , demonstra que essas relações de poder não dependem apenas da força física.

Elas são continuamente reproduzidas por instituições, linguagem, educação e práticas sociais que naturalizam a superioridade masculina.

Quando esses padrões encontram indivíduos com déficits importantes de empatia, histórico de violência, crenças misóginas ou transtornos de personalidade, cria-se um ambiente favorável ao comportamento abusivo.

Diante dessas relações de poder, o sexo frequentemente deixa de ser um fim.
Transforma-se em linguagem de dominação.

Quando o problema se chama poder:

 

A violência doméstica demonstra que o problema vai muito além da sexualidade

 

Se ainda restasse alguma dúvida de que a violência contra a mulher não pode ser reduzida ao desejo sexual, basta observar outro conjunto de dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 .

Em 2025, o Brasil registrou 286.270 ocorrências de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica , representando aumento de 2,6% em relação ao ano anterior (Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2026).

Ao mesmo tempo, ocorreram:

  • 788.531 registros de ameaças;
  • 132.025 descumprimentos de Medidas Protetivas de Urgência , crescimento de 16,7%;
  • 123.871 casos de stalking , aumento de 30,1%;
  • 60.830 registros de violência psicológica , crescimento de 16,9%.

Nenhuma dessas condutas depende necessariamente do desejo sexual.

Homens perseguem ex-companheiras.
Controlam suas redes sociais.
Fiscalizam roupas.
Monitoram localização.
Impedem contato com familiares.
Destroem objetos.
Controlam dinheiro.
Ameaçam retirar os filhos.
Violentam os animais domésticos.
Praticam violência patrimonial.
Humilham publicamente.

Essas condutas revelam algo que a criminologia chama de controle coercitivo , conceito desenvolvido por Evan Stark (2007). Para o autor, a violência doméstica não deve ser relacionada como episódios isolados de agressão física, mas como um sistema permanente de dominação, cujo objetivo é restringir a autonomia da mulher.

Sob essa perspectiva, a agressão física é apenas uma das ferramentas utilizadas.

O estupro é outra. As ameaças também. A perseguição igualmente.

Portanto, imaginar que a redução da testosterona seja suficiente para desmontar essa estrutura significa desconsiderar toda uma produção científica acumulada nas últimas décadas.

 O feminicídio não nasce de um impulso sexual

 

Talvez o dado mais eloquente do Anuário seja justamente aquele que diz respeito ao feminicídio.
Em 2025, o Brasil registrou 1.571 mulheres assassinadas em razão do gênero .

Dessas mulheres vítimas:

  • 60,9% foram mortos por parceiros íntimos ;
  • 18,9% pelo ex-companheiro ;
  • 12,1% por outro familiar .

Além disso, 96,4% dos autores identificados eram homens .

Esses números revelam algo importante.

O feminicídio raramente é um crime cometido por desconhecido.
Na maioria das vezes, ele representa o último estágio de um processo contínuo de controle, violência psicológica, ameaças, perseguições e agressões físicas.

O homicídio é apenas o desfecho final.

Antes dele, existiram sinais significativos.

O próprio Anuário demonstra isso.

Para cada feminicídio consumado, ocorrem aproximadamente:

  • 501 registros de ameaça;
  • 182 agressões físicas;
  • 84 descumprimentos de medidas protetivas;
  • 79 registros de stalking;
  • 39 casos de violência psicológica;
  • quase 3 tentativas de feminicídio.

Esses dados sugerem uma escalada.
Não um ato impulsivo.

Nos casos em que o agressor mata porque a mulher decidiu terminar o relacionamento, iniciou um novo relacionamento ou recusou em retomar o casmaento, o sexo já deixou de ser a motivação principal.

O que está no jogo é a perda do controle.

Como afirma a antropóloga Rita Segato (2003; 2016), a violência contra mulheres frequentemente funciona como uma linguagem de poder. O agressor procura restaurar uma autoridade que acredita ter perdido.A violência torna-se um instrumento para reafirmar uma masculinidade construída sobre a dominação.

Essa perspectiva ajuda a compreender por que tantos feminicídios acontecem justamente após a separação do casal.

O desejo sexual pode até existir.
Mas o que impulsiona a violência é o colapso da relação de poder.

Quando o problema se chama poder

 

A psicanálise também ajuda a compreender esse fenômeno
Embora frequentemente mal interpretada, a psicanálise oferece uma contribuição interessante para esse debate.

Em Freud , e posteriormente em Jacques Lacan, o conceito de falo ultrapassa completamente a dimensão anatômica.

O falo não é simplesmente o pênis.
Ele representa um lugar simbólico de reconhecimento, poder, completude e autoridade.

Na teoria lacaniana, o sujeito organiza parte importante de sua identidade em torno da relação com esse significante.
Isso significa que “castrar” alguém biologicamente não implica, necessariamente, modificar sua posição subjetiva diante do poder, do desejo e da relação com o outro.

Um homem pode perder completamente sua capacidade sexual e continuar profundamente autoritário, controlador e violento.
Da mesma forma, homens sem qualquer alteração hormonal desenvolvem relações afetivas baseadas em respeito, reciprocidade e igualdade.

O comportamento não depende exclusivamente da anatomia.
Depende da forma como o sujeito constrói sua identidade.

Essa distinção é particularmente importante porque o debate público frequentemente confunde órgão sexual com subjetividade.

São dimensões diferentes.

A experiência internacional recomenda cautela

 

Os países que adotaram a castração química raramente o fizeram como política isolada.
Estados Unidos, Polônia, Coreia do Sul, República Tcheca, Alemanha e Indonésia possuem modelos bastante distintos entre si.

Em praticamente todos eles, a intervenção medicamentosa aparece vinculada a condições específicas:

  • diagnóstico psiquiátrico;
  • consentimento (em diversos países);
  • avaliação judicial;
  • acompanhamento psicológico;
  • monitoramento médico contínuo.

As diretrizes da World Federation of Societies of Biological Psychiatry (Thibaut et al., 2010) são bastante claras ao afirmar que o tratamento farmacológico apresenta melhores resultados quando associado a intervenções psicoterápicas.

Isso ocorre porque a medicação reduz impulsos.
Mas não altera crenças.
Não ensina empatia.
Não modifica distorções cognitivas.
Não trabalha reconhecimento da responsabilidade.
Não desenvolve habilidades emocionais.
Não desconstrói misoginia.

Em outras palavras, ela atua sobre apenas uma parte do problema.

O que realmente reduz a reincidência?

 

Essa talvez seja a pergunta mais importante.
Se o objetivo é proteger vítimas futuras, quais estratégias apresentam melhores resultados?

As pesquisas produzidas por Andrews e Bonta (2010) sobre o modelo Risk-Need-Responsivity (RNR) mostram que programas estruturados de responsabilização conseguem reduzir significativamente a reincidência criminal quando trabalham fatores de risco diretamente relacionados ao comportamento do agressor.

Na mesma direção, Ward e Maruna (2007), por meio do Good Lives Model, defendem que intervenções eficazes precisam desenvolver competências pessoais, vínculos sociais, autorregulação emocional e construção de projetos de vida incompatíveis com a violência.

Diversos estudos internacionais apontam que programas cognitivo-comportamentais, aliados ao acompanhamento psiquiátrico quando necessário, produzem resultados mais consistentes do que abordagens exclusivamente punitivas (Hanson et al., 2009).

No Brasil, grupos reflexivos destinados a homens autores de violência doméstica também têm demonstrado potencial para promover responsabilização, revisão de crenças sobre masculinidade, desenvolvimento da empatia e redução de comportamentos violentos, embora ainda sejam necessários estudos longitudinais mais robustos (Beiras & Bronz, 2016; Toneli et al., 2017).

Isso não significa abandonar a punição.
Significa reconhecer que punição e prevenção cumprem funções diferentes.

A pena responde ao crime cometido.
O tratamento busca impedir o próximo.

Uma sociedade comprometida com a proteção das vítimas precisa investir em ambos.

 Talvez estejamos olhando para o lugar errado

 

A castração química carrega uma forte carga simbólica, uma vez que comunica rigor imediato e proporciona, à primeira vista, uma sensação coletiva de justiça.
Atende, muitas vezes, ao desejo coletivo de que o agressor sofra uma punição proporcional ao sofrimento causado.

Esse sentimento é legítimo.
Mas políticas públicas não podem ser construídas apenas sobre sentimentos.
Precisam produzir resultados.

E a literatura científica mostra que a violência sexual não nasce exclusivamente da libido.
Ela emerge da interação entre fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e relacionais.

Ela envolve desigualdades de gênero.
Aprendizagens violentas.
Histórias de vida.
Transtornos mentais em alguns casos.
Uso abusivo de álcool e drogas.
Crenças de superioridade masculina.
Necessidade de controle.
Ausência de empatia.
Distorções cognitivas.

Quando reduzimos toda essa complexidade ao funcionamento hormonal masculino, corremos o risco de produzir uma resposta que tranquiliza a sociedade sem enfrentar as causas do problema.

A violência continua.
Apenas muda de forma.

 Considerações finais

 

Não há dúvida de que autores de violência sexual devem ser responsabilizados de maneira firme pelo Estado.
Também não há dúvida de que, em situações clínicas específicas, especialmente na presença de transtornos parafílicos, a castração química pode representar um recurso terapêutico relevante quando integrada a um plano multidisciplinar.

O equívoco está em transformá-la em solução universal.

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 revelam que a violência contra mulheres e crianças está profundamente conectada nas relações de poder, no ambiente doméstico e nas dinâmicas de controle coercitivo. O elevado número de feminicídios praticados por parceiros íntimos, o crescimento das ameaças, do stalking, da violência psicológica e do descumprimento de medidas protetivas indicam que o problema extrapola, em muito, a esfera da sexualidade.

O corpo do agressor não explica sozinho sua violência.
Ela é produzida por processos subjetivos, históricos e sociais que nenhuma intervenção hormonal é capaz de modificar isoladamente.

Em uma sociedade democrática, políticas públicas eficazes devem ser guiadas por evidências, e não apenas pelo desejo de punir. Isso significa combinar responsabilização penal, proteção integral às vítimas, tratamento especializado quando indicado, programas de responsabilização para autores de violência e ações preventivas voltadas à construção de relações de gênero mais igualitárias.

Em últimas análises,
Os serviços públicos estão conseguindo atender às demandas diversas de saúde mental?
Não será mais prudente estruturar bons serviços?

Cortar o “falo” será a melhor solução para eliminar a violência sexual?
Não será mais racional um plano cultural para transformar a realidade de poder, da dominação e da desigualdade entre homens e mulheres?

Por Ricardo Borges;

 Referências bibliográficas 

-Andrés, DA; Bonta, J. A Psicologia da Conduta Criminal . 5ª ed. Nova York: Routledge, 2010.

-Beiras, A.; Bronz, A. Metodologias de grupos reflexivos com homens autores de violência contra mulheres . Rio de Janeiro: Instituto Noos, 2016.

-Blair, RJR A amígdala e o córtex pré-frontal ventromedial na moralidade e na psicopatia. Tendências em Ciências Cognitivas , v. 9, 2007.

-Bourdieu, P. A Dominação Masculina . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

-Connell, RW Masculinidades . 2ª ed. Berkeley: University of California Press, 2005.

-Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 . São Paulo: FBSP, 2026.

-Freud, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade . 1905.

-Hanson, RK et al. Os princípios do tratamento correcional eficaz também se aplicam a agressores sexuais. Justiça Criminal e Comportamento , 2009.

-Heise, L. Violência contra a mulher: uma estrutura ecológica integrada. Violência contra a mulher , 1998.

-Lacan, J. Escritos . Rio de Janeiro: Zahar.

-Marshall, WL; Barbaree, HE Uma teoria integrada da etiologia da criminalidade sexual . 1990.

-Segato, RL As estruturas elementares da violência . Buenos Aires: Prometeo, 2003.

-Segato, RL Uma guerra contra as mulheres . Madri: Traficantes de Sueños, 2016.
– https://projetoman.com/a-ideia-dos-grupos-de-homens

-Seto, MC Pedofilia e crimes sexuais contra crianças . 2ª ed. Washington: APA, 2019.

-Stark, E. Controle Coercitivo . Imprensa da Universidade de Oxford, 2007.

-Thibaut, F. et al. Diretrizes da Federação Mundial de Sociedades de Psiquiatria Biológica para o Tratamento Biológico de Parafilias. Jornal Mundial de Psiquiatria Biológica , 2010.

-Toneli, MJF; Lago, MCS; Beiras, A.; Medrado, B. Homens autores de violência contra mulheres: políticas públicas e desafios. Revista Estudos Feministas , 2017.

-Ward, T.; Maruna, S. Reabilitação: além do paradigma do risco . Routledge, 2007.

-Organização Mundial da Saúde. Relatório Mundial sobre Violência e Saúde . Genebra: OMS, 2002.

-Organização Mundial da Saúde. Estimativas globais e regionais de violência contra as mulheres . Genebra: OMS, 2013.

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